História do Lhasa Apso

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A origem do Lhasa Apso se perdeu há muito tempo. É uma raça antiga, criada e reverenciada nas aldeias e mosteiros do Tibete. Embora não se saiba, concretamente, detalhes sobre a origem da raça, muitos acreditam que foi em regiões próximas à Malásia (como o Tibete) onde ele foi visto primeiramente, e calcula-se que isso tenha ocorrido há cerca de 4 mil anos.

Sua origem fica ainda mais conectada ao Tibete quando se pensa no nome dado à raça: Lhasa – que é a capital do local – e Apso, que conta com duas definições distintas acreditadas por estudiosos: uns creem que vem de uma palavra tibetana que significa ovelha, enquanto outros afirmam que a palavra vem da função de cão sentinela que era exercida pela raça nos mosteiros.

Domesticado há quase 3 mil anos, o Lhasa Apso pode ser considerado um dos cães conhecidos há mais tempo no mundo. Sua história está ligada com as crenças budistas, incluindo a crença da reencarnação. Esses caninos também tinham um papel de cães de guarda dos mosteiros, emitindo um alerta para os visitantes, dando assim origem ao seu nome nativo de Abso Seng Kye (Cão-Leão Sentinela que Late).

Bonito e vistoso desde sempre, o cão Lhasa Apso era considerado tão valioso quanto uma joia rara na época em que atuava como “cão de guarda” nos monastérios, e era comumente oferecido como um presente especial aos integrantes da corte imperial chinesa – por quem também era considerado como um amuleto de sorte.

Na verdade, quando a raça chegou à Inglaterra, era chamado de Lhasa Terrier, embora não tenha nada de terrier. Os primeiros exemplares do Lhasa Apsos foram vistos no mundo ocidental a partir da década de 1930, quando foram oferecidos ao 13º Dalai Lama como um presente de sorte e agrado.

Confundida com os cães da raça Shih-Tzu com bastante frequência (já que o Shih-Tzu é produto da mistura entre o Lhasa e o Pequinês), acredita-se que o Lhasa Apso foi originado a partir do cruzamento entre o Terrier Tibetano e o Spaniel – apresentando muitas das principais características das raças que lhe deram origem: como os pelos longos e o porte compacto.

A raça foi aceita no grupo Terrier do AKC em 1935, mas foi depois transferida para o grupo de cães não esportivos, em 1959. Após um início lento, o Lhasa logo ultrapassou seus companheiros de raça tibetanos e se tornou um querido cão de estimação e de exposição.

Companheiro e bastante apegado ao seu dono, a Lhasa Apso é, hoje, uma das raças de cães mais queridas entre os brasileiros e também no resto do mundo – podendo ser vista com bastante frequência nas ruas e, principalmente, nos apartamentos de grandes cidades.

Curiosamente, no Brasil, a raça já é famosa há certo tempo, já que foi homenageada pelo desenhista Maurício de Souza como um de seus personagens nos quadrinhos da Turma da Mônica. Embora muitos não saibam deste detalhe, o cachorro Floquinho (o pet canino do clássico personagem Cebolinha) é um exemplar da raça Lhasa Apso, destacando um corpo completamente coberto de pelos lisos e que vão até o chão – justamente como os queridos peludos do tipo.

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